Para eu me lembrar:

"Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer."

Amyr Klink

Linfoma de Hodgkin

"Linfoma é um câncer do sangue, potencialmente curável, que ocorre nos linfócitos, células do sistema linfático, que fazem parte da defesa natural do corpo contra infecções."

Pensamentos

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Ufa! Objetivos sendo alcançados

A ansiedade por bons resultados muitas vezes nos tira do prumo. Mas jamais podemos abandonar o leme.
D+157 com boas novas! 

Depois de algumas dúvidas,  burocracias e questões particulares de 'covardia', fiz o exame que comprova o sucesso do transplante alogênico (mais que) haploidêntico, e tive o melhor resultado do mundo:

 
Observação:  Foi  observado  um sinal correspondente ao cromossomo X e um
sinal  correspondente  ao  cromossomo  Y  nas  200 intérfases analisadas,
sugerindo  QUIMERA COMPLETA  pós-transplante  de  célula  tronco 
hematopoética de doador masculino.

A quimera completa significa que a medula recebida no transplante assumiu completamente o comando da produção do meu sangue. Como o meu doador é do sexo masculino, agora a minha medula tem cromossomos X e Y. Significa que meu organismo aceitou totalmente a medula nova. Se tivesse rejeitado, a amostra traria apenas cromossomos X. 

Ainda estamos monitorando alguns linfonodos que insistem em permanecer do mesmo tamanho e até com captação metabólica. Mas estamos com um plano de ação em andamento, incentivando uma reação, uma briguinha da medula nova com eles, é o chamado efeito Enxerto contra a leucemia (no meu caso, linfoma) .  Meu organismo aceitou bem demais a medula nova, que nem era 100% compatível, por isso não tive nenhuma reação nem nos primeiros dias pós-transplante. Como diz um dos médicos da equipe do TCTH, foi um "transplante liso". Exames de sangue iguais aos de pessoas que nunca estiveram com linfoma, que nunca fizeram esses tratamentos super agressivos.


Obrigada, VIDA!


Fé na Vida! Sempre!


C@rin


"...dedos no leme e olhos no horizonte (...) É preciso antes de mais nada, querer."
Amyr Klink
2013: Eu tentando esquiar depois de 2 anos da 1ª aula... Meu tio, provedor de medula, na reta-guarda.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Exemplos

Eu tenho visto muitos exemplos de vida e coragem em pessoas tidas como frágeis.
Pessoas que lutam como gigantes mesmo tendo corpos pequenos e frágeis, com pouca ou muita idade, mas que galgam lugares incríveis em grandes batalhas.

Particularmente, eu não gosto do termo "guerreiros", mas pensando-se em batalhas e lutas, o termo é coerente. Todas as vezes em que ouço alguém usá-lo no contexto dos tratamentos oncológicos, entendo-o de outra forma, como uma necessidade, como uma manifestação do instinto de sobrevivência, de falta de opções. 

Nesses últimos dias, três dessas pessoas morreram. É, resolvi usar o verbo morrer, porque ficar 'tampando o Sol com a peneira' não nos leva a nada. A realidade é esta. Primeiro a prima da minha cunhada, Analu; depois Felipe, um menino de Maceió; e por fim, a inglesinha Alice Pyne, que ficou conhecida por seus atos solidários. 

É estranha a minha percepção atual frente à morte. Não sei se isso é um sinal de endurecimento, de distanciamento, de desapego, de desesperança ou de desânimo, mas não fiquei triste com suas mortes. Não tive a vontade de chorar que outrora me dominaria. Apesar do peso que esses acontecimentos têm, eles também significam a libertação dessas pessoas e dos seus. A libertação da grande prisão que a doença se tornou para elas. Às vezes eu me sinto presa pelo câncer, mas é bem raro, sempre foram fases muito breves em que tive minha liberdade tolhida pelos tratamentos, afinal, mesmo nas vezes em que fiquei internada, eu mesma tive de resolver várias coisas, principalmente burocráticas, em vários âmbitos. Sempre de pé, sempre no controle. Eu não sei o que é ficar totalmente à mercê de outros, sem conseguir nem mesmo me levantar de uma cama. 

Infelizmente, muitas pessoas não conseguem sequer expressar suas vontades, que dirá levantar-se de uma cama hospitalar, ou reivindicar direitos, negociar questões burocráticas e até mesmo sair do hospital carregando suas malas e dirigindo. Quando conto que no 1º transplante o carro ficava na garagem do flat, e que nos dias em que eu não tomava psicotrópicos eu dirigia até o comércio do bairro para que meus acompanhantes comprassem o que precisávamos, as pessoas ficam um tanto desconfiadas de que seja uma história de pescador. Mas é verdade, tenho várias testemunhas. E foi sempre assim comigo. Só tive duas internações em que não conseguia fazer nada, e que precisei pedir que meus familiares fossem me levar e buscar no hospital, nas demais eu estava em plenas condições. Teve uma em que eu saí do hospital sozinha, de táxi. Bizarro... real. Por que estou me gabando disso? Só para dizer que nem sempre o câncer é devastador e debilitante. É possível sim viver bem. Mas quando não se vive bem, a morte pode ser a saída mais digna. 

Dias atrás eu li algumas críticas de pessoas que tiveram câncer a respeito de uma obra de ficção exibida na TV em que a pessoa diagnosticada com câncer pediu para um amigo assassiná-la no auge de sua carreira artística, pois sabia que o seu tipo de câncer não tinha cura, que definharia e sofreria muito até morrer. Optou então por ser morta.

Assisti ainda no início da semana passada ao filme "Escolha de vida", que conta a história do final de vida da Dra. Anne Turner, médica inglesa que foi diagnosticada com paralisia supranuclear progressiva, uma doença degenerativa incurável e progressiva, que leva à morte lentamente, como um vegetal. Por causa desse prognóstico e da experiência que teve com a doença e morte de seu marido devido a uma outra doença também degenerativa, ela optou pelo suicídio assistido. Tal modalidade de morte não é aprovada na Inglaterra, então ela o fez na Suíça.

Questões delicadas e polêmicas, na maioria das vezes, evitadas e repudiadas pelos pacientes e seus familiares. Anos atrás eu também seria irredutivelmente contra, mas hoje já não penso dessa forma tão fechada. Não sou a favor do suicídio nem do homicídio, sou sempre a favor da vida. E como optar pela vida quando ela já não pode mais ser vivida? Como pedir que uma pessoa continue sofrendo, e não vivendo?
Eu 'vivo' pedindo às pessoas que não desistam, que busquem outras opções de tratamento, outras opiniões, que não se deixem abater pelos resultados de exames e interpretações de um único serviço médico, que mesmo com o pior prognóstico é possível encontrar uma saída, que apesar de tudo ser contra, se existir uma única chance, é a ela que devemos nos agarrar e lutar pela 'vida'. Em momento algum eu passo a mão na cabeça e choro junto a morte anunciada, a falta de esperança e muito menos o desespero. Como já escrevi, sou e estou sempre a favor da vida. Mas da vida que possa ser vivida, que dê alegrias, que tenha atividade, que tenha propósitos, e não da vida dolorosa, que inspire preocupação e desgaste a todos, que tire o sono, que cause angústia, que cause desespero e incerteza. É preciso saber viver, é preciso poder viver.

Também não posso deixar de observar que nem em todos os serviços médico-hospitalares se conta com equipes humanas, que proporcionem não só o melhor atendimento profissional, como o suporte emocional e acolhedor que tanto precisamos quando fragilizados, em perigo iminente. Como pedir a um paciente que além das dores físicas e incapacitantes, tem de receber cuidados não dignos nos hospitais mal utilizados do ponto de vista humano? Como pedir que tenham calma e coragem, se são mal tratados, se não têm todos os remédios que necessitam para sanar suas dores e infecções? Como pedir que uma pessoa sobreviva para continuar passando por tantas mazelas? Como dizer que ficar vivo nessas condições é melhor do que morrer?

Essas três mortes de que tive notícia na outra semana, foram de três pacientes com histórias completamente diferentes entre si. Uma mulher jovem com câncer de mama que teve um tratamento, segundo ela, equivocado, mutilante e que nos últimos tempos optou por ter qualidade de vida, e não mais tratamentos tão agressivos. Um menino do nordeste que foi fazer tratamento em São Paulo, teve recidiva, e agora, numa viagem de descanso do tratamento à sua terra natal, teve de ser internado às pressas, onde se constatou um avanço agressivo do tumor, que o levou à morte encefálica e por fim à morte clínica. E uma adolescente inglesa, que por vários anos lutou contra o Linfoma de Hodgkin, e há pelo menos dois anos não havia mais esperança de cura, mas a exemplo do filme "The Bucket List", fez a sua própria lista e com a ajuda de amigos, familiares e novos parceiros, colocou todos os seus desejos em prática, os quais foram de treinar sua nova cachorrinha para uma competição até a nadar com baleias no Canadá, o tempo todo perpassando pela conscientização das pessoas para se cadastrarem como doadoras de medula óssea e a angariar fundos para doar e beneficiar outros pacientes.

Muitas histórias, muitas questões importantes que na maior parte de nossa vida queremos evitar. E por que evitamos?

Por medo de nossas próprias respostas?
Por medo de pensar como será a nossa morte?
Por medo de sofrer?
Por medo de desejar a morte?
Por medo de nos sentirmos tentados ao suicídio?
Por medo de nos arriscarmos ao viver?
Por medo de nos frustrarmos?
Por medo de nós mesmos?

Medo... Essa palavra nos faz ficar parados no mesmo lugar. Só que o mundo está em movimento, o tempo está em movimento, então nossos corpos se movem mesmo com a nossa inação. E, se (não) vivemos por causa do medo, perdemos oportunidades preciosas, que jamais voltarão. 

Portanto, temos de ter coragem para VIVER A VIDA!

E para encerrar, FÉ NA VIDA!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ALERTA


A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.


Fé na vida!

Obs.: Essa mensagem está afixada na entrada de um espaço terapêutico.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

06/10 - DIA NACIONAL DO DOADOR DE MEDULA ÓSSEA

DOE VIDA EM VIDA!
É preciso aumentar ainda muito o número de pessoas cadastradas como doadoras de medula óssea para que a busca de quem precisa de um TMO seja rápida e cheia de alegrias.


Atenção para os locais que fazem o cadastro no REDOME no Brasil:


REGIÃO NORTE


Amazonas
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amazonas - HEMOAM
Av. Constantino Nery , 4397 - Chapada - Manaus
CEP: 69.055-002
Telefone: (92) 3655-0100

Pará
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará - HEMOPA
Trav. Padre Eutiquio, nº 2109 - Batista Campos - Belém
CEP: 66.033-000
Telefone: (91) 3242-9100 / 6905

Acre
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre - HEMOACRE
Av. Getúlio Vargas, nº 2787 - Vila Ivonete - Rio Branco
CEP: 69.914-500
Telefone: (68) 3228-1494

Amapá
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amapá - HEMOAP
Av. Raimundo Álvares da Costa, s/nº - Centro - Macapá
CEP: 68.908-170
Telefone: (96) 3212-6139 / 3223-6289

Rondônia
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia - HEMERON
Av. Circular II, s/nº - Setor Industrial - Porto Velho
CEP: 78.900-970
Telefone: (69) 3216-5489 / 9957-3000

Roraima
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima - HEMORAIMA
Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, 3418 - Campos Paricarana - Boa Vista (RR)
CEP:69304-650
Telefone: (95) 3623-1990/1316 (doação)

Tocantins
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Tocantins ¿ HEMOTO
Quadra 301 Norte - Conj. 02 Lt.1 - Palmas
CEP: 77.030-010
Telefone: (63) 3218-3285

REGIÃO NORDESTE

Bahia
Centro de Hematologia e Hemoterapia da Bahia - HEMOBA
Av. Vasco da Gama, s/nº Rio Vermelho - Salvador
CEP: 40.240-090
Telefone: (71) 3116-5600 / 3116-5661

Alagoas
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Alagoas - HEMOAL
Av. Jorge de Lima, nº 58 - Trapiche da Barra - Maceió
CEP: 57.010-382
Telefone: (82) 3315-2106 / 3315-2102

Sergipe
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe - HEMOSE
Av. Trancredo Neves, s/nº - Centro Adm. Gov. Augusto Franco - Aracaju
CEP: 49.080-470
Telefone: (79) 3259-3191

Paraíba
Centro de Hematologia e Hemoterapia da Paraíba - HEMOÍBA
Av. D. Pedro II, 1119 - Torre - João Pessoa
CEP: 58.013-420
Telefone: (83) 3218-7610

Maranhão
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão - HEMOMAR
Rua 5 de Janeiro, s/nº - Jordoa - São Luis
CEP: 65.040-450
Telefone: (98) 3216-1100 / 0800-280-6565

Rio Grande do Norte
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio Grande do Norte - HEMONORTE
Av. Almirante Alexandrino de Alencar, 1800 - Tirol - Natal
CEP: 59.015-350
Telefone: (84) 3232-6702 / 3232-6767
Fax: (84) 3232-6703

Piauí
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí - HEMOPI
Rua 1º de maio, 235 - Centro - Teresina
CEP: 64.001-430
Telefone: (86) 3221-4927 / 3221- 4989
Fax: (86) 221-7600

Pernambuco
Centro de Hematologia de Pernambuco - HEMOPE
Rua Joaquim Nabuco, 171 ¿ Graças ¿ Recife
CEP: 52.011-900
Telefone: (81) 3182-4648/ 3416-4723

Ceará
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará - HEMOCE
Av. José Bastos, 3.390 - Rodolfo Teófilo - Fortaleza
CEP: 60.440-261
Telefone: (85) 3101-2296

REGIÃO SUDESTE

Rio de Janeiro
Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti - HEMORIO
Rua Frei Caneca, 8 ¿ Centro ¿ Rio de Janeiro
CEP: 20.211-030
Telefone: (21) 2509-1290
Instituto Nacional de Câncer - INCA
Praça da Cruz Vermelha, 23 ¿ 2º andar ¿ Centro ¿ Rio de Janeiro
CEP: 20.230-130
Telefone: (21) 3207-1580

Espírito Santo
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo - HEMOES
Av. Marechal Campos,1468 - Maruípe - Vitória
CEP: 29.040-090
Telefone: (27) 3137-2458 / 3137-2463 / 2438
Hemocentro Regional de São Mateus
Av. Otovarino Duarte Santos, km. 2, s/nº - Parque Washington ¿ São Mateus
CEP.: 29930-000
Telefone: (27) 3773-7226

Mina Gerais
Fundação HEMOMINAS
Alameda Ezequiel Dias, 321 ¿ Centro ¿ Belo Horizonte
CEP: 30.130-110
Telefone: (31) 3248-4515 / 3248-4516
Hemocentro Regional de Juiz de Fora
Rua Barão de Cataguases, s/nº ¿ Centro
CEP.: 38015-370
Telefone: (32) 3216-3000

São Paulo
Santa Casa de Misericórdia
Rua Marquês de Itu, 579 ¿ Vila Buarque ¿ São Paulo
CEP: 01221-001
Telefone: (11) 2176-7000 / 0800-167-055
Hemocentro Regional de Ribeirão Preto
Rua Tenente Catão Roxo 2501 ¿ Monte Alegre
CEP: 14.051-140
Telefone: (16) 2101-9351
Hemocentro Regional de Marília
Rua Lourival Freire, 240 - Fragata
CEP: 17.519-050
Telefone: (14) 3402-1868 / 3402-1866
Hemocentro Regional de Campinas
Rua Carlos Chagas, 480 ¿ Hemocentro da Unicamp
CEP: 13.083-878
Telefone: (19) 3788-8740
Núcleo de Hemoterapia de Franca
Av. Dr. Hélio Palermo, 4181 ¿ Santa Eugênia
CEP.: 14409-045
Telefone: (16) 3727-3666
Hospital de Câncer de Barretos - Fundação Pio XII

Rua Antenor Duarte Vilela, 1331 - Dr. Paulo Prata
Telefone: (17) 3321-6600
Hemonúcleo Hospital Universitário de Taubaté

Av. Granadiero Guimarães, 270
CEP.: 12020-130
Telefone: (12) 3633-4422 ¿ ramal: 7623 / 7593
Hemocentro São José do Rio Preto
Av. Jamil Feres Kfouri, 80 ¿ Jardim Panorama
Telefone: (17) 3201-5151 / 3201-5078
Serviço de Hemoterapia e Hematologia de São José dos Campos
Rua Antonio Sais, 425 - Centro
CEP: 12210-040
Telefone: (12) 3519-3766
Hemocentro Regional de Araçatuba
Avenida Arthur Ferreira da Costa, 330 - Aviação
CEP: 16055-500
Telefone: (18) 2102-9400
Hemocentro Regional de Marília
Rua Lourival Freire, 240 - Fragata
CEP: 17519-050
Telefone: (14) 3402-1868
Hemonúcleo Regional de Sorocaba
Av Comendador Pereira Inácio, 564 - Vergueiro
Telefone: (15) 3332-9466
Hemocentro Regional de Botucatu
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP
Faculdade de Medicina de Botucatu - Divisão de Hemocentro
Distrito de Rubião Júnior, s/nº
CEP:18618-970
Telefone: (14) 3814-8004
Hemonúcleo Regional de Santos
Rua Osvaldo Cruz, 197 - Boqueirão
Telefone: (13) 3233-4265
Hemonúcleo Regional de Bauru
Rua Monsenhor Claro, 888 - Centro
CEP: 17015-360
Telefone: (14) 3234-4412

REGIÃO SUL

Rio Grande do Sul
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul - HEMORGS
Av. Bento Gonçalves nº 3.722 - Partenon - Porto Alegre
CEP: 90650-001
Telefone: (51) 3336-6755 / 3336-2843
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Rua São Manoel, 353, 2º andar
Fone: (51) 3359 - 8504
Hemocentro Regional de Pelotas
Av. Bento Gonçalves, 4569 - Centro
CEP: 96015-140
(53) 3225-7262
Hemocentro Regional de Passo Fundo
Av. Sete de Setembro, 1055 - Centro
CEP: 99010-120
(54) 3311-5555 / R:206
Hemocentro Regional de Cruz Alta
Rua Barão de Rio Branco, 14445 - Fundos - Centro
CEP: 98010-770
(55) 3326-3478 / 3168
Hemocentro Regional de Palmeira das Missões
Rua Nassib Nassif, 503 - Loteamento Cesar
(55) 3742-5676
Hemocentro Regional de Santa Rosa
Rua: Boa Vista, 401, Centro
CEP: 98900-000
Telefone: (55) 3511-4343

Santa Catarina
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Santa Catarina - HEMOSC
Av. Othon Gama D¿eça, 756 Praça D. Pedro I - Centro ¿ Florianópolis
CEP: 88015-240
Telefone: (48) 3251-9711 / 3251-9712 / 3251-9713
HEMOSC Chapecó
Rua São Leopoldo ¿ Quadra 1309 ¿ Esplanada
CEP: 89.811-000
Telefone: (49) 3329-0550
HEMOSC Criciúma
Av. centenário, 1700 ¿ Santa Bárbara
CEP. 88.804-001
Telefone: (48) 3433-6611
HEMOSC Joaçaba
Avenida XV de Novembro, 49 ¿ Centro
CEP. 89.600-000
Telefone: (49) 3522-2811
HEMOSC Joinville
Av. Getúlio Vargas, 198 - anexo ao Hospital Municipal São José
CEP.: 89.202-000
Telefone: (47) 3433-1378
HEMOSC Lages
Rua Felipe Schmidt, 33 ¿ Centro
CEP. 88501-310
Telefone: (49) 3222-3922
Posto de Coleta de Tubarão
Rua Rui Barbosa, 339 ¿ anexo a Gerência de Saúde
Telefone: (48) 3621-2405

Paraná
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná - HEMEPAR
Travessa João Prosdócimo, 145 ¿ Alto da Quinze - Curitiba
CEP: 80060-220
Telefone: (41) 3281-4000 / 4051
Hemocentro Regional de Cascavel
Rua Avaetés, 370 ¿ Santo Onofre
CEP.: 85806-380
Telefone: (45) 3226-4549
Hemocentro Regional de Paranaguá
Av. Gabriel de Lara, 481 - Centro
(41) 3423-1300 / 3422-4931
Hemocentro Regional de Maringá
Av. Mandacaru, 1600 - Zona 48
CEP: 87080-400
(44) 2101-9400/9151
Hemocentro do Hospital Universitário de Londrina
Rua Claúdio Donizeti Cavalieri, s/nº - Vila Operária
(43) 3371-2465 / 2356.
Hemocentro Regional de Guarapuava
Rua Afonso Botelho, 134 - Santa Cruz
CEP: 85070-165
(42) 3622-2819.
Hemocentro Regional de Ponta Grossa
Rua General Osório esquina com a Rua Coronel Dulcídio
CEP: 84010- 080
(42) 3223-1616
Hemonúcleo de Foz do Iguaçu
Av. Gramado, 364,Vila A de Itaipu
CEP: 85860- 460
(45) 3576-8020 / 8000

REGIÃO CENTRO-OESTE

Distrito Federal
Fundação Hemocentro de Brasília
Hospital Base - SMHN Quadra 101 - Bloco A - Mezanino
CEP: 70.335-900
Telefone: (61) 3325-5055

Mato Grosso
HEMOMAT Centro de Hemoterapia e Hematologia de Mato Grosso
Rua 13 de junho, nº 1055 ¿ Centro - Cuiabá
CEP: 78.005-100
Telefone: (65) 3321-4578

Mato Grosso do Sul
HEMOSUL Centro de Hemoterapia e Hematologia do Mato Grosso do Sul
Av. Fernando Correia da Costa, nº 1304 ¿ Centro ¿ Campo Grande
CEP: 79.004-310
Telefone: (67) 3312-1500 / 3312-1502

Goiás
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Goiás - HEMOG
Av. Anhanguera, 5195 - Setor Coimbra - Goiânia
CEP: 74.535-010
Telefone: (62) 3201-4570 / 3201-4574
Hemocentro Regional de Rio Verde
Rua Augusta Bastos, s/n - Setor Central
CEP: 75901-030
(64) 3613-1026

sábado, 24 de abril de 2010

22 de Abril de 2010 - 100º Dia

D100 ou Dia 100 ou ainda 100º Dia pós transplante de medula óssea!

Nesse aniversário do descobrimento do Brasil cheguei ao centésimo dia após o recebimento de minhas células progenitoras hematopoéticas pós quimioterapia de altas doses, que simplesmente aniquilou com o linfoma de Hodgkin.

Hoje posso afirmar isso, pois o resultado do PET-CT acusou apenas uma baixa captação da glicose artificial utilizada para marcar as áreas de atividade cancerígena. No próprio laudo há uma observação dizendo que tal achado refere-se a provável inflamação na região. E realmente, é na região em que a herpes zoster se manifestou recentemente. Mas mesmo assim, como em novembro a atividade era alta nesse local, será irradiado preventivamente.

Passado todo esse tempo, acho que preciso tornar pública a dedicação de algumas pessoas queridas nessa fase tão delicada pela qual passei. Destaco três pessoas que se revezasram para se internarem junto comigo naquele flat/hospital dia nos meses de dezembro e janeiro: minha mãe, minha irmã e o Edson.

Também tenho muito a agradecer a outros familiares e amigos, que se fizeram presentes mesmo que de longe, através de conversas, e-mails, recados, visitas e doações de plaquetas.

A equipe do hospital dia também foi impecável, todos sempre muito cordiais e solícitos para atender o mais rápido e adequadamente possível qualquer necessidade que tive. Nenhum pedido ficou sem resposta positiva, mesmo nos dias mais atribulados. E até hoje, que só vou lá para trocar o curativo e limpar o cateter, sempre que preciso de algo sou muito bem atendida.

Também conheci os outros pacientes e seus familiares, o prédio de 12 apartamentos transformou-se realmente numa vizinhança, em que as pessoas se cumprimentavam todos os dias, conversavam e vibravam com os progressos de cada um. Ao mesmo tempo, quando alguém estava em fase mais complicada, nos apoiávamos mutuamente, cada um à sua maneira. E algumas amizades ficarão para sempre.

Foi um tempo difícil que jamais esquecerei, mas não por causa das reações indesejáveis do tratamento e da enorme incerteza, e sim pela oportunidade de ter pessoas queridas e que nem sempre tive convivência juntas comigo. Foi uma grande oportunidade de crescimento e de conhecer melhor quem eu amo. 
Obrigada, mãe!
Obrigada, Déborah!
Obrigada, Edson!