"O amor sempre dá certo, porque ele prevalece; é um sentimento puro e automático. Sobre todas as adversidades. Sobre todas as barreiras da vida. O problema é quando o mal decide agir. Não há como evitar. O tropeço da alma é a paixão e não o amor. O amor é puro, a paixão, ilusão. A ilusão é cega. Cegueira é uma doença do físico e da alma. Logo, a paixão não é pura. E não sendo pura, acaba se tornando imunda. Aliás, amor está profanado. A essência faleceu. Tudo passou a tomar a paixão como base, a vontade, a busca incessante pela matéria. Sofrimento, a densidade da alma. Prolífero, além da utopia; carente, como um gato-do-mato, recolhido em seu canto, com os olhos brilhando na imensa escuridão, temendo perante o medo de algo maior. Duas mil noites alastrando catarse aos maus ventos pelo mar furioso, degolado aos bocados pelo veneno. O sentimento mais puro vai a esmo. Sim! O amor vestal se extinguiu e o profano novamente ressurgiu."
João Prata Dias

Meu amigo inspirou-se no título do filme que assisti essa noite e escreveu as linhas acima durante uma conversa virtual de boa noite.
O filme é interessante, eis sua resenha:
Ao descobrir que está com câncer em estágio terminal, Henry Griffin (Dermot Mulroney) decide viver intensamente o resto de sua vida. Inutilmente, tenta uma reaproximação com a mulher e os filhos, mas acaba largando tudo para viver num vilarejo distante. Quando assiste a uma aula sobre a morte numa universidade, Griffin conhece Sarah Phoenix (Amanda Peet). O encontro afeta profundamente seus dias remanescentes.